A conta cresce escorada numa campanha só. A proposta é simples: preservar o motor de calçado, abrir um teste de público semelhante agora que a base ficou grande, e recuperar os carrinhos que somem — tudo dentro da verba de hoje.
Por que estruturado — e por que enxuto. A resposta pro debate "simplificar vs estruturar".
O Advantage+ e o "broad" do Meta brilham em conta com volume alto e catálogo largo. Não é o caso aqui: 91% da venda vem de um nicho específico (calçado feminino, 45–64). Simplificar tudo agora dilui justamente o que funciona. Mas a sabedoria por trás do "simplificar" tem um fundo verdadeiro: a €50/dia, cada conjunto precisa de volume pra aprender — se a gente espalha em 8 conjuntos, todos ficam famintos e nenhum sai da fase de aprendizado. Por isso o desenho é estruturado, mas com poucos conjuntos e cada um com verba suficiente pra performar. Estrutura com disciplina, não fragmentação.
A campanha de calçado no público frio (interesses) — ROAS 3,39, o motor. Não se mexe no que rende; ela continua e escala devagar.
Um teste de público semelhante (lookalike) agora que a base ativa cresceu, e uma camada de retargeting pra recuperar carrinho. Verba vem do que sai de Roupas — sem pedir mais.
Uma que já roda, uma de teste, uma nova. Cada conjunto com público e função claros.
O motor da conta (ROAS 3,39, 91% das vendas). Continua rodando como está — só recebe os criativos campeões e escala gradual, 20% a cada 4–5 dias enquanto o ROAS segurar.
O teste central. Na conta antiga o lookalike não performou porque a base era pequena e pouco ativa. Agora não é mais o caso — temos compradores recentes e tráfego qualificado suficiente pra um semelhante de qualidade.
Ataca o vazamento do funil: 187 carrinhos somem antes do checkout todo mês. Público pequeno, barato e de alto retorno — quase sempre o melhor ROAS da conta.
Maior parte no que já vende, uma fatia pro teste, uma menor pro retargeting barato.
O lookalike é aposta de futuro — merece verba real pra performar, mas não a ponto de comprometer o que paga as contas. Os 18% de retargeting parecem pouco, mas é o melhor dinheiro da conta: público pequeno e barato que converte alto. Conforme o lookalike provar (ou não), a gente reequilibra a régua — sem precisar mexer no motor.
Com que frequência trocar — e ideias simples pra variar sem reinventar o sapato.
Sinal pra renovar: frequência acima de ~3,5–4 no frio, ou CTR caindo / CPA subindo ~25%. Hoje o motor já está em freq 3,3 subindo — está perto.
Ritmo prático: 2–3 criativos novos a cada ~2 semanas, entrando ao lado dos campeões. Troca-se só o mais fraco; não se mexe no campeão enquanto ele rende.
Sempre ter 1–2 criativos "em teste" rodando junto com os que já vendem. Assim, quando o campeão fadiga, já existe um substituto provado — nunca se fica na mão.
Cor vende: Bailarina Vermelha puxou CTR 4,99% só pela cor no thumbnail. Use isso.
Mesmo modelo, um vídeo por cor. Já provado — a cor no thumb é o maior gancho de CTR da conta.
Caminhando, descendo escada, no dia a dia. Vende conforto sem precisar dizer "confortável".
Close na textura, na sola, no acabamento. Desejo no primeiro segundo, antes do scroll.
A mesma sandália em 3 looks. Mostra versatilidade e prende até o fim do vídeo.
Uma frase de uma cliente 50+ usando. Prova social é o que mais converte no retargeting.
O cuidado no envio. Já funciona — o anúncio "Embalando encomenda" performou. Repetir o formato.
Nada disso pede produção cara: dá pra gravar com celular, luz natural e o estoque que já existe. O segredo é variar o ângulo e o gancho, não o sapato.
O que precisa ser combinado pra colocar essa estrutura no ar.
Aprovar o desligamento da campanha de Roupas e a redistribuição da verba (sem custo novo).
Confirmar os públicos-base do lookalike e do retargeting no Gerenciador (compradores 180d, carrinho/checkout 14d).
Briefar com o designer os 2–3 criativos novos de calçado (série por cor + 1 de movimento) pra subir junto.
Definir janela de leitura do teste: 7–10 dias antes de qualquer decisão sobre o lookalike.